Uirapuru

May 6, 2017

“O que mais no fenômeno me espanta 
É ainda existir um pássaro no mundo 
que fique a escutar quando outro canta”.

 

Segundo a lenda, duas índias muito amigas se apaixonaram pelo mesmo homem, o novo cacique da tribo onde viviam. Como eram amicíssimas, deixaram para que o cacique decidisse com qual das duas iria ficar. Ele, porém, gostava de ambas as rivais, e não se decidia. Para solucionar o impasse, propôs um duelo, uma competição de arco e flecha: a pretendente que acertasse um pássaro, indicado por ele, em pleno vôo, seria sua mulher.
 

As duas amigas dispararam, então, suas flechas. Uma delas acertou o alvo e se casou com o cacique, A outra, embora se mostrasse conformada, derramava seu prato de dor às ocultas. Suas lágrimas formaram um rio.
 

Tupã, o deus dos índios, vendo nascer aquele rio que desconhecia, foi saber o que se passava. A índia lhe contou e pediu que a transformasse num pássaro a fim de que dessa forma pudesse matas as saudades de seu amor.
 

Ao ver que o cacique e sua amiga formavam um casal muito feliz, ficou ainda mais triste. A índia, então, voando de volta para sua tribo, começou a cantar um canto tão lindo que toda a mata parou para ouvi-lo. Tupã, ao surpreender-se com o silêncio da mata, encantado com o canto, deu à índia o nome de Uirapuru (pássaro que não é pássaro), e lhe disse que quando se sentisse triste, que cantasse, que a tristeza passava.

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