Feira discute conectividade no campo; 11ª edição tem expectativa de R$ 180 mi

A falta de conectividade no campo é o tema da ParecisSuperAgro, que começou ontem e segue até quinta-feira (12) na cidade de Campo Novo dos Parecis, um dos polos mato-grossense de produção de grãos.

 

A expectativa de negócios para este ano, 11ª edição da feira, é R$ 180 milhões.

 

A presidente do Sindicato Rural de Campo Novo dos Parecis, Giovana Velke, explica que as propriedades estão munidas de tecnologia de ponta, porém a falta de internet impede o produtor de usar todos os recursos disponíveis.

 

Ela esclarece que atualmente as novas colheitadeiras costumam oferecer ao produtor mapas detalhados dos trabalhos, bem como relatórios em tempo real sobre a qualidade da semente plantada, bem como o espaçamento entre elas.

 

Quando não se tem internet, a solução é esperar o fim dos trabalhos e retirar as informações direto da máquina.

 

“Caso haja problemas, a perda para correção é maior”.

 

Outra questão levantada por ela durante a abertura do evento, que ocorreu ontem, é o impacto da falta de recursos de comunicação na hora de realizar negócios, já que em algumas áreas, sequer tem comunicação via telefone.

 

Vale lembrar que a produção do município é bem representativa.

 

Conforme dados do próprio sindicato, para este ano, a expetativa é chegar a 225 mil toneladas de pipoca, 60 mil toneladas de girassol e ainda 6 mil toneladas de grão-de-bico, que agora entrou no rol dos cultivos em grande escala.

 

Na colheita passada, ele estava restrito a um campo experimental.

O governador Pedro Taques afirma que a gestão está trabalhando para a solução do problema em projetos que andam em parceria com o governo federal.

 

“O governo acredita no poder produtivo da região e sabe da importância da conexão para os empresários rurais. Só que a questão não cabe apenas ao âmbito estadual”.

 

Conforme o prefeito de Campo Novo, a falta de uma definição sobre a questão dificulta até a cobrança por parte da gestão municipal.

 

“Não conseguimos entender até que ponto o problema está na União ou nas empresas concessionárias do serviço. De qualquer jeito, tentamos sensibilizar as duas partes e eventos como este (SuperAgro) mostram a força dos investimentos da região”.

Grão-de-bico

Ano passado a cidade teve uma lavoura experimental da cultura que apresentou resultados animadores para os agricultores.

 

A planta se mostrou adaptada ao solo e este ano será a primeira produção de grande escala.

 

A presidente do sindicato rural, Giovana Velke, conta que quem optou por investir já está com pré-contrato de venda assinado.

 

 O grão vai integrar o rol de produção a região que é diversificado – soja, girassol, milho de pipoca, gergelim, algodão e cana-de-açúcar.

 

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