Escadaria no centro de Cuiabá pode expor piso de quartzo branco do século 19

December 3, 2018

As pedras históricas foram encontradas durante escavação para revitalização do espaço

Uma parte ainda que pequena da história de Cuiabá poderá ser contemplada pela população que passa pelo Beco Alto, no Centro Histórico da Capital. São os pisos de quartzo branco, que formavam uma escadaria muito utilizada por escravos no século 19.

 

Atualmente, o Beco Alto passa por projeto de revitalização, executado pela Prefeitura de Cuiabá. Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMADES), Juarez Samaniego, a obra faz parte de um pacote com outros quatro pontos, que foram contemplados pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) Cidades Históricas, do Governo Federal.

Inicialmente, o projeto de revitalização foi licitado em 2014, na gestão do prefeito Mauro Mendes. No entanto, as obras não foram iniciadas. Em novembro de 2017, a Prefeitura emitiu a ordem de serviço e, no início do ano, as revitalizações começaram a sair do papel.

 

Durante os trabalhos de reforma, porém, a equipe de obras, que é acompanhada por agentes do Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), encontrou diversos artefatos dos séculos passados, entre eles louças, vidros, pisos e metais.

Conforme o estudo feito por arqueólogos do Iphan, os pisos de quartzo encontrados revelam a escadaria do século 19 intacta, escondida alguns metros abaixo da terra remexida no canteiro de obras. Contudo, segundo Samaniego, não é possível mantê-la.“Na escadaria foi encontrada a original, só que aquela escada, hoje… não tem condições de subi-la.

 

É uma escada de pedra. Era outra realidade quando foi executada. As pessoas andavam descalças, de botina. Você coloca um salto e tenta andar lá. Não dá”, explicou.

 

Durante os meses com a obra parada, a equipe buscou formas de adequar o projeto. Segundo Samaniego, uma das ideias era criar uma cúpula de vidro na lateral da escadaria, tornando o piso original visível. No entanto, a equipe de arqueologia entendeu que não havia a necessidade de cobrir completamente a escadaria, a fim de preservá-la.

A empresa contratada para revitalizar o local tem o prazo de 60 dias para finalizar a obra, que começou a contar a partir de uma reunião entre a Prefeitura e o Iphan, há cerca de 10 dias. Assim, explicou o secretário, a obra deve ser entregue ao final de janeiro de 2019.

 

Orçada inicialmente em pouco mais de R$ 200 mil, hoje custará R$ 300 mil. A diferença orçamentária se dá pela correção dos valores, já que a licitação foi feita há quatro anos.

 

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