Hostels fazem adaptações para atrair hóspedes durante pandemia

Conhecidos como espaços de compartilhamento, os hostels estão entre as hospedagens que mais sofreram com a crise da covid-19.


Como tornar ambientes cujo compartilhamento é a principal característica uma opção de hospedagem em plena pandemia de covid-19 tem sido um dos maiores desafios já enfrentados por donos de hostels país a fora. Assim como diversos setores da economia, o turismo tem sofrido os impactos do coronavírus profundos em suas atividades. Nos hostels, onde quartos, banheiros e cozinhas são dividos por dezenas de pessoas, garantir um ambiente seguro para o hóspede demanda uma rotina de cuidados redobrados. Quem explica a nova condição é o cuiabano Alex Vieira de Deus, presidente recentemente eleito da Hostelling International Brazil (HI Brazil). No atual momento, em que distanciamento social é uma das principais recomendações para o combate à propagação do vírus, adaptações foram necessárias para garantir a sobrevivência dos empreendimentos. “A maioria das adaptações são relacionadas a desinfecção, distanciamento das camas. Hoje se você é da mesma família, do mesmo grupo, você pode ficar num quarto sem distanciamento. Mas se você não é do mesmo grupo, não tem como. Fora isso, o café da manhã é servido com pratos individuais, servidos diretamente na mesa e desinfetado com álcool. Aquele balcão onde as pessoas se servem não existe mais, por enquanto”, enumera. Com sete meses fechados por completo, os hostels já amargaram grandes prejuízos. Representantes do setor têm realizado eventos virtuais na tentativa de pensar em conjunto soluções que mostrem aos hóspedes o hostel como um meio de hospedagem descontraído, ideal para quem gosta de viajar e conhecer novas pessoas e culturas, mas sobretudo, seguro. Conforme Alex, locais como a capital Cuiabá têm encontrado mais dificuldades na retomada. “Prejuízos são altíssimos. Nós ficamos sete meses fechados realmente. A recuperação é muito lenta porque na retomada das atividades dos hostels principalmente em cidades como Cuiabá. Existe mais procura em lugares que tem mar, cachoeira, natureza. O desafio é conseguirmos criar novas oportunidade,s atentos à inovação e à biossegurança. O desafio é se reinventar”, conta o presidente da HI Brazil. Crises sanitária e ambiental Além da pandemia, o Brasil e especialmente Mato Grosso têm mais um quesito adicionado à crise. As queimadas no Cerrado e especialmente no Pantanal contribuíram para afugentar os turistas. “Os incêndios afetaram demais a imagem do Brasil lá fora. Afeta especialmente estados como Mato Grosso, que vivem do ecoturismo. Agora, temos que trabalhar para recuperar nossos turistas, que vêm para cá ver nossa bela natureza, nossa fauna e flora”, afirma Alex.



Fonte:pnbonline.com.br

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